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  • Carol Derschner

Por que as pessoas se parecem cada vez mais umas com as outras?


Por que as pessoas tendem a se parecer cada vez mais umas com as outras?! A resposta é bastante simples. A maior parte das pessoas vive quase que exclusivamente sintonizada no mental. Isso significa, em geral, que sua vida entendida como "vida interior" se resume aos pensamentos e, quando muito, emoções geradas por pensamentos. Este universo do mental, no entanto, não é somente uma bolha de nossos próprios pensamentos, mas pode ser permeável por influências de fora, o tempo todo. O que é bastante natural, inclusive. De forma genérica, alguns se referem a isso como "vibração dos outros" ou "sintonia alheia". É por isso que, viver exclusivamente na sintonia dos pensamentos é, também, expor-se intensamente a tudo que permeia esta dimensão e suas formas cada vez mais homogeneizantes.


Em contraponto, a vida interior mais profunda, silenciosa, intuitiva e receptiva, procedente do espírito, é a única que abre caminho para uma elaboração mais autêntica e própria da personalidade. Ela abre caminho de dentro para fora, nos ajudando a escolher o que pensar, ao invés de estar todo tempo centrada nos estímulos que vêm de fora.


A autenticidade verdadeira e alinhada à evolução pessoal, é, portanto, muito mais do que uma mera escolha racional de ideias, pensamentos, tendências e opiniões. Ela vem da capacidade de ouvirmos nosso eu interior e, diante disso, formar e escolher sintonias que favoreçam o desenvolvimento de nossa individualidade mais profunda. É isso que, quando belo, se manifesta exteriormente como a mais inspiradora originalidade. Resumindo: não são todas as pessoas que pensam demais que são influenciáveis, mas com certeza somos mais influenciáveis se tendemos a pensar demais e ignorar nossa intuição.


Caroline Derschner

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